Ya desde hace un tiempo vengo intentando analizar el comportamiento de las personas cuando se relacionan entre sí. Tanto cuando tenemos confianza con las personas, como cuando recién comenzamos a conocerlas, siempre se da un juego interesante:

  • ¿Hasta dónde tengo que revelar lo que pienso?
  • ¿Cómo interpreto su lenguaje corporal?
  • ¿Cuando me dijo X, qué me habrá querido decir realmente?
  • ¿Qué pensará si digo o hago X?

Y un millón de otros interrogantes que pueden hablar mas o menos de nosotros mismos. Hace un tiempo escribí, simplemente a modo de tarea de mi clase de portugués, un pequeño cuento sobre este asunto, que comparto a continuación y que se llama “La Batalla”. Intenté traducirlo al español pero no quedó como yo quería así que lo dejo en el idioma que originalmente lo escribí y quien quiera leerlo, puede valerse de google translator. La imagen es para que recordemos como es el sistema de coordenadas del ajedrez.

Tablero de Ajedrez con coordenadas.

 

A batalha

A poeira já se dispersava no campo. Eu estava deitado de costas no chão pensando nos acontecimentos recentes mas a raiva crescia em cada instante.
– Puta merda! O filho da puta acabou com meu cavalo! – eu lamentei – Bom, é preciso ficar tranquilo, a guerra ainda não foi perdida. – Pensei, quase sem acreditar.
Bem devagar eu fui repassando a estratégia na minha mente:
Coloco o peão na casa F4. Ele não vai entender o que eu estou fazendo e vai colocar o seu peão na casa F5.
Aproveitando a distração vou colocar o bispo na casa G5. O inimigo vai achar que eu estou desprotegendo a minha torre.
Então na hora que ele for contra minha torre eu mando o bispo e acabo com ele.

Parece tão simples! Mas não posso confiar nele! Não tenho certeza na verdade do seu plano, acho que agora mesmo ele está descobrindo minha estratégia.

Eu subí ao último andar de uma das minhas torres. Comecei andar nervoso dum lado para o outro da sala. Olhava às vezes pela janela.

– Porra! Não consigo ver suas peças! – Gritei com desespero – Calma, ele acabou com meu cavalo, então seu bispo ou sua torre estão na casa C3. Um dos seus peões estão na casa G5, outro esta na casa B6.- parei de pensar frustrado – Nem sei direito qual das peças pode estar lá. Mas pelo meu conhecimento do rival… ele não faria aqueles movimentos.

Minha mente ficou silenciosa, a situação não tinha jeito. Uns segundos depois senti um suor frio correr na minha testa. No próximo passo, se o inimigo fizer o movimento certo, eu estaria acabado!

Como não ia ter reparado nesse detalhe? Estava acabado mesmo! Fiquei esperando o pior, mas, para minha surpresa, o pior nunca chegou. Só um movimento merda que nem percebi.

Aquele acontecimento foi muito marcante para mim, o respeito que eu sentia por meu adversário era muito grande. Por que ele teria feito aquela bobagem?

Algo estava errado e eu não podia deixar de pensar nisso. Uma ideia louca entrou na minha cabeça, era um negócio proibido, se as coisas não davam certo eu ia perder meu reino e até minha vida. – Vou atravessar até o campo inimigo e vou falar com o rei adversário.

O sol caiu, eu mudei as minhas roupas. Normalmente eu vestia preto mas hoje, por primeira vez na minha vida, vestia branco. Um rei de coroa preta e avental branco.

Ao chegar à torre branca de cimento, um nervosismo criminal me invadiu. Meu coração batia tão forte quanto o dum sentenciado na guilhotina. Devagar, fui subindo pelos degraus daquela escada em espiral. Minha respiração e nervosismo cresciam. O último degrau, uma porta branca, o quarto do rei branco.

– Eu estava esperando você – disse o rei branco. – Ouvi passos na escada e com prazer percebi que era o senhor.

Ele estava de frente para a parede, de costas para mim. Não podia ver seu rosto, não gostava da sua voz, por alguma razão, quase não a aguentava.

– Não dê mais um passo! – ordenou.

Eu fiquei imóvel.

– Por que você não acabou comigo no seu turno anterior? – Perguntei
– Acabar com você? Você é um adversário muito esperto, não podia ter acabado com você. Cada vez que eu consigo pensar numa estratégia boa, você acaba com ela e nem consigo direito antecipar sua próxima jogada. – confessou o rei branco.
– Não me apadrinhe, na última batalha você quase acaba com tudo. Eu também não posso antecipar suas jogadas. – respondi.

Naquele momento uma ideia atravessou minha cabeça.

– Será que a gente pode unir os nossos reinos? – arrisquei – A gente teria terras maiores, melhor defendidas.
– E quem vai ser o rei? Eu não estou com vontade de deixar de ser rei, e eu imagino que você também não esta com vontade disso. Além do mais, a gente não é grande por ter paz senão pelo desafio constante que nós representamos.
– Eu posso deixar de ser o rei se você quiser. – Falei, sentindo a própria humilhação.
– Por favor, não quebre a imagem e o respeito que eu sinto por você, não se humilhe não!
– Tá, mas eu não quero lutar mais com você.
– Eu muitas vezes tentei deixar a luta – confessou o rei branco – mas depois de um tempo, eu ficava nervoso, não conseguia pensar em outra coisa. Eu descobrí que a gente está destinada a lutar por sempre até um dos dois ganhar e dominar o reino inteiro.

Aquele encontro não estava melhorando as coisas, eu tinha muitas perguntas, nem estava conseguindo entender por que não tinha a visão das peças do adversário. Me incomodava muito não poder ver o rosto dele. A raiva me invadiu, saltei e o segurei forte. Ele lutou mas eu consegui olhar seu rosto. Um frio de morte me invadiu. A coroa era da cor preta, o rosto era o meu.